O 31 DE ALCÂNTARA
Nesta edilção do jornal Expresso, Luisa Schimdt alerta para a situação da construção do empreendimento vendido como Alcântara XXI. Mais uma ponta do icebergue da pavorosa governação lisboeta de Clown-Lopes e Carmona Rodrigues. A coisa não só tem atrapalhado o trânsito como estará edificada sobre um leito de cheia, uma zona de aterro inundável, um solo de aluvião, um corredor eólico, um braço de mar e uma falha sísmica. Já se pode antever que mais dias menos dias, os yupees que ali gastarem os muitos milhares de contos de cada apartamento irão por água abaixo, terra abaixo ou céu acima. Não que se perca muito com o assunto, provavelmente. Mas ainda assim vai ser uma trabalheira para os bombeiros e o trânsito ficará péssimo por esses dias.
ps: a sorte desta jornalista é não morar num país da américa latina. E o azar não morar num sítio instruido. No primeiro caso já lhe teria acontecido alguma desgraça. No segundo, os seus avisos já teriam sido ouvidos e alguma coisa feita para minorar os danos. Mas por aqui, neste país de pantomineiros o vento leva-lhe as palavras. Vai-se a ver, Portugal está instalado num corredor eólico...
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